Ser Santo Hoje
“Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".
(João Paulo II)
Quando falamos em santidade, em ascese, doação, castidade, (...), há uma grande indiferença por conta dos interlocutores. Muitos vêem com desprezo tais assuntos, outros fazem pouco caso e ignoram. No entanto há uma pequena parcela que ouve, reflete e tenta conhecer tais mistérios.
O conceito de santidade que ainda é cultivado pelo censo comum, é um conceito obsoleto e distante da graça e da misericórdia de Deus. Muitos ainda pensam que ser santo é ser: eremita, despojado, ultra - caridoso ou um profundo místico. Todos esses pontos são importantes para uma vida de santidade, todavia a santidade é muito mais que um caminho, é uma busca interminável pelo bem, pela justiça, pela igualdade e pela paz
Contudo essa busca deve ser cotidiana, deve ser vivida nas mínimas coisas como: um sorriso franco, um consolo a quem precisa orar por quem está em situação de perigo, repartir o pão, agir com sabedoria, justiça e honestidade. É estar no mundo aproveitar as coisas simples e boas do mundo, mas não se apegar as coisas materiais.
Nosso tesouro deve ser nossas boas obras e não um março de cédulas, nosso tesouro deve ser a fraternidade e não o acúmulo e a ganância.
Todos nós somos chamados a santidade “Sede, pois santos como meu Pai que está no céu é santo” Mt 5,48. Basta que nos dediquemos a viver essa santidade nos nossos atos e escolhas, não nos deixando ser levados pela sedução do mundo. Os jovens de hoje são os santos de amanhã. Portanto, engajemo-nos nessa peleja entre o mundo efêmero e o eterno, a santidade e o mundanismo, entre lutar com Deus ou a favor do inimigo. A decisão é sua.
Adauto da Silva Guaraná
Seminarista da Arquidiocese de Olinda e Recife